
Nessa dança toda nem tinha percebido. Para ele, é pouco mais que um envolver-se entre pernas e apertos. Pouco mais, nada tão além. Pensava nele como criança ainda, naquele faz tempo que achava engraçado.
Mas ele cresceu e esqueceu daquela outra imagem dela. Tomou para si a visão de um corpo pra se ter às escondidas, ter prazer e tomar com força. Uma coisa bruta que palavra não consegue relatar.
Foi estranho quando viu seus olhos grandes diferentes, cheios de uma vontade que não dizia nada. Nada que lhe interessasse. Porque já sabia que não havia caminho nenhum pra voltar à cena da infância, tão calma e inocente.
Perdeu a graça. Ficou escuro. Virou só carne. Passou o tempo. Deixou a marca. Jogou fora. Gastou com o vento. Esqueceu e fim. Deixa pra lá!
Gabriela Simões
deixa pra lá, Gabi!
ResponderExcluirmas há sempre qualquer coisa que doi
um pouco
embora faça tempo
e gaste com o vento
...e a sua escrita está bem mais bonita
com esse jeitinho de português de além-mar!
um beijo
Manu
é!
ResponderExcluirDeixa pra lá! vai passar!
Amei seu blog!
então Pássaro
ResponderExcluironde é que está a tua voz?
um beijinho
manuela
verdade, "há sempre algo que dói um pouco"!
ResponderExcluirMas não é por isso que iremos desistir, não é?
Seguiremos com dores e prazeres, erros e acertos, mas INDISCUTIVELMENTE vivendo!
Beijos, queridas!