quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Saudade




Há dias em que a saudade chega em todas as coisas. Sem ser chamada vai arrebatando umas partezinhas fracas que temos. Pode vir num cheiro, numa palavra, numa música ou nos rostos, nos nossos olhos que não lembram mais coisas só nossas.

E dói mesmo, como nem se imagina poder sentir. Saudade dói como a ilusão da morte... Vai batendo no mesmo lugar ora devagar ora rápido e forte, pra você ficar sem forças e chorar de cansaço.

Quarta-feira ... as cinzas...


...Depois de passado todo o barulho das troças, das palmas, dos loucos berrantes,meu passo apressado me traz para esse mundo de volta.
Eu ficaria subindo e descendo as ladeiras as noites e os dias inteiros, só pra não ter que voltar pra casa sozinha...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Eu queria ter uma bomba



Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto, eu penso em suicídio
Mas no fundo eu nem ligo

Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder me livrar
Do prático efeito
Das tuas frases feitas
Das tuas noites perfeitas

Solidão a dois de dia
Faz calor, depois faz frio
Você diz "já foi" e eu concordo contigo
Você sai de perto eu penso em homicídio
Mas no fundo eu nem ligo

Você sempre volta com as mesmas notícias
Eu queria ter uma bomba
Um flit paralisante qualquer
Pra poder te negar
Bem no último instante
Meu mundo que você não vê
Meu sonho que você não crê

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Antes de quarta-feira


Bota tua fantasia colorida,
que o carnaval já começou.
Enche teu peito de mais vida,
que não vale a pena lembrar do que passou.

Rasga nessa boca um sorriso sem espanto,
que a vida é mais que uma passagem.
Joga purpurina nesse pranto,
que a lágrima fica doce que nem miragem.

Dança no teu passo,
que entra na dança quem conseguir.
Segue sem compasso,
que entende a música quem souber ouvir.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


Esgueiro-me por entre a pedra e a nuvem:
belas cidades, deixai-me passar.
Ai dos meus encontros!
Por esses encontros, esgueiro-me, fujo
por entre palavras, por entre pessoas.
Ai dos meus encontros!
Que encontros são esses? Com quem? e quando?
Comigo. No sempre dos longes e pertos.
Ai dos meus encontros!
Deixai-me passar!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Sabe, se for por isso, eu também tenho um jaleco!


Quantos dos seus amigos escolheram usar jalecos? Dentre os meus foram muitos. Eles querem ser observados de branco pelos corredores dos hospitais ou, até mesmo, pelas ruas, por onde deveriam andar com suas roupas coloridas e comuns. Infelizmente é nisso que pensa primeiro a maior parte deles.

Ah! É claro que também desejo ganhar dinheiro! Quem seria hipócrita dizendo não desejá-lo? Eu não! Só que acontece que não há um único caminho para conseguir ser, não digo rico, digo GRANDE, digo percebido como IMPORTANTE. Quantos desses seriam tão melhores poetas, dançarinos, jornalistas, matemáticos, músicos... mas sufocam seus dons e colocam em seu lugar a invenção de um DR. abrilhantando o seu antigo nome.

Longe de mim dizer-lhes que são desimportantes, porque realmente não são, se fazem bem sua função. Porém agora também quero gritar pra todos: EU TAMBÉM TENHO UM JALECO, MAS NELE TEM BORDADO: PROFESSOR! E é nesse peito que bato e grito orgulho, pois EU escolhi minha profissão. Porque é absurdamente fascinante, para mim, perceber que posso ser um degrau para alguém subir e enxergar melhor. É como salvar uma vida, compor uma sinfonia, defender uma causa...

DEIXEMOS DE LADO ESSA HISTÓRIA DE UM SER MAIS IMPORTANTE DO QUE O OUTRO! ISSO NÃO EXISTE!

Injetem medicinas, saberes, poesia, luz, informação, proteção... Porque todos nós somos importantes, cada um no seu devido lugar ( no lugar certo!!). Faça o que veio para fazer, não pense, não se importe com a cor da sua farda, note que vidas podem ser salvas de muitas maneiras.

REFLITA UM POUCO E SE DARÁ CONTA DE TODAS ELAS!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Ei !




















Eu vou ser o seu melhor amigo
Porque o nosso PRA SEMPRE
Não é de mais ninguém,
Tão plural-possessivo.

Todas as vezes que nos abraçamos
Quero nem saber de rimas ou regras,
Pois nunca vai ser igual ou parecido,
Já que os nossos olhos mudam a cada reencontro.

Quando você me disser pra sumir
Eu vou cantar a sua música favorita
Pra acabar logo com a desavença
Porque mesmo de olhos fechados sei de cor cada pedaço seu.

Nossos sonhos vou guardar
Pra lembrar como fomos loucos um dia,
Nossas fugas numa caixa
Pra concretizá-las quando estivermos prontos.

Ei! É o seu o abraço preferido,
O de mais calor,
O de mais cor,
O de mais amor!